Lusorama - Zeitschrift für Lusitanistik (Zeitschriftenheft)


Allgemeine Angaben

Herausgeber

Axel Schönberger Luciano Caetano da Rosa Michael Scotti-Rosin

Publikationsdatum
November 2014
Jahrgang
30
Nummer
99-100
Weiterführender Link
www.lusorama.eu
ISSN
0931-9484
Thematik nach Sprachen
Spanisch, Rumänisch, Portugiesisch, Okzitanisch, Katalanisch, Italienisch, Französisch
Disziplin(en)
Medien-/Kulturwissenschaft, Sprachwissenschaft, Literaturwissenschaft
Schlagwörter
Romanische Philologie, Romanistische Linguistik, Angola, Lexikographie, Mia Couto, Pepetela, Ecocriticism

Exposé

30 Jahre und 100 Ausgaben von Lusorama:
Rück- und Ausblick

Die bisherigen 100 Ausgaben der Zeitschrift Lusorama umfassen 13.556 Druckseiten, die bislang 39 Bände der drei Beiheftreihen weitere 9.358 Seiten. Als Publikationsorgan der internationalen Lusitanistik ist die Zeitschrift fest etabliert. Als Lusorama — der Name ist eine Kurzform von «Luso-panorama», weswegen es auf portugiesisch o Lusorama heißt — im Jahr 1985 als kleinere Schwesterzeitschrift des Publikationsorgans des Deutschen Spanischlehrerverbandes, Hispanorama, von Michael Scotti-Rosin ins Leben gerufen wurde, war nicht abzusehen, daß der Zeitschrift über die Jahre ein solcher Erfolg beschieden sein würde. Durch Lusorama wurden die ersten beiden großen lusitanistischen Tagungen des wiedervereinigten Deutschlands 1990 und 1992 in Berlin initiiert, und in Lusorama wurde im März 1993 der Gründungsaufruf des Deutschen Lusitanistenverbandes e. V. veröffentlicht, der zur Verbandsgründung am 5. Juni 1993 in den Räumlichkeiten des Frankfurter TFM-Verlages führte. [Siehe Dietrich Briesemeister / Axel Schönberger: «Geschichte der Lusitanistik in Deutschland», in: Dietrich Briesemeister / Axel Schönberger (Hrsg.): Portugal heute: Politik — Wirtschaft — Kultur, Frankfurt am Main: Vervuert, 1997, S. 857-888, insbesondere S. 869-874.] Während in früheren Jahrzehnten lusitanistische Veröffentlichungen bei den etablierten romanistischen Zeitschriften bisweilen lange auf ihre Publikation warten mußten, konnten sie nunmehr relativ zügig begutachtet und gedruckt werden. Weitere Buchreihen und Aktenpublikationen, die im Gefolge der bisherigen Deutschen Lusitanistentage entstanden, haben inzwischen für eine bunte Vielfalt lusitanistischer Veröffentlichungen auf dem deutschen Buchmarkt gesorgt. Das Interesse insbesondere an Brasilien scheint weiter zuzunehmen, und es zeichnet sich ab, daß auch Angola immer mehr in den Vordergrund rückt. Auch wenn die derzeitigen universitären Strukturen im Zuge der sogenannten ‘Bologna-Reform’ und der mit ihr einhergehenden Departamentalisierung des Geistes dem weiteren Auf- und Ausbau der universitären Lusitanistik zunächst nicht gerade förderlich zu sein scheinen, wird die Kraft des Faktischen langfristig dazu führen, daß die nach dem Spanischen zweitgrößte romanische Sprache Portugiesisch früher oder später an den meisten Universitäten als eines der Kernfächer der Romanistik zum Studienangebot dazugehören wird. Bereits in unserem Vorwort zur 50. Ausgabe von Lusorama (Juni 2002, S. 5-8) haben wir darauf hingewiesen, daß Romanische Seminare, die ohne das Portugiesische auskommen zu können meinen, künftig wohl das Nachsehen haben dürften. Es ist allerdings abzusehen, daß im 21. Jahrhundert asiatischen Sprachen ein größerer Stellenwert zukommen und das Englische sowie die romanischen Sprachen weltweit an relativer Bedeutung verlieren werden; dennoch dürften Spanisch, Portugiesisch und vermutlich auch Französisch noch lange Zeit zu den großen und wichtigen Weltsprachen zählen. Im deutschen Gymnasialunterricht wird freilich wohl in einigen Jahrzehnten, wenn erwartungsgemäß mindestens eine asiastische Sprache zum Kanon der gymnasialen Fremdsprachen gehören wird, lediglich das Spanische einen festen Platz behaupten können. Mit dem Englischen und Chinesischen werden Französisch oder Portugiesisch als Schulfremdsprachen langfristig sicherlich nicht mehr zu konkurrieren vermögen.

Nach dreißig Jahren möchten wir unseren Leserinnen und Lesern, den früheren und derzeitigen Mitgliedern des wissenschaftlichen Beirats der Zeitschrift sowie insbesondere Herrn Teo Ferrer de Mesquita, der Lusorama von 1988 bis 1999 als Verleger förderte, herzlich danken. Auch der Deutsche Spanischlehrerverband, der unter seinem inzwischen verstorbenen ehemaligen Präsidenten Anton Bemmerlein die Gründung der Zeitschrift überhaupt erst ermöglichte, sowie das Instituto Camões, das mehrere Jahre lang — bis zum Jahrgang 2000 — eine erhebliche Zahl von Abonnements für dessen internationalen Verteiler bezahlte, dann allerdings aber die Kosten für die bezogenen und in seinem Auftrag in die ganze Welt versandten Abonnements der Jahre 2001-2003 bis heute schuldig blieb und erst mit Schreiben vom 6. Februar 2004 mitteilte, keinerlei Zahlung für diese drei Jahrgänge leisten zu wollen (siehe Lusorama 57-58 [Mai 2004], S. 7-15), was zu einem erheblichen Defizit führte, das bis heute nicht ausgeglichen werden konnte, sind hier zu erwähnen.

Die Zeitschrift lebt von der Qualität der eingesandten Beiträge; sie will auch zukünftig ein Forum für die deutschsprachige und internationale Lusitanistik — mit ihren Teilgebieten Portugalistik, Brasilianistik, Galicistik, Afrolusitanistik und Kreolistik — sein und die lusitanistischen Studien im deutschsprachigen Raum weiterhin fördern. Wir sind allerdings darauf angewiesen, daß möglichst viele Lusitanisten sie auch privat abonnieren, da die Zahl der Bibliotheksabonnements nicht ausreichen würde, ihren Fortbestand dauerhaft zu sichern. Wir hoffen und wünschen, daß Lusorama seine Aufgabe auch weiterhin erfüllen möge.

Luciano Caetano da Rosa
Axel Schönberger
Michael Scotti-Rosin

30 anos e 100 volumes da revista Lusorama:
retrospectiva e perspectivas

Os 100 volumes da revista Lusorama até agora publicados perfazem 13.556 páginas impressas e os 39 volumes das três séries de Suplementos da revista mais 9.358 páginas. Como órgão de publicação da Lusitanística internacional, a revista está firmemente estabelecida. Como Lusorama — a designação é uma abreviatura de «Lusopanorama» (e daí que seja correto dizer, em Português, o __Lusorama_), a revista viu a luz do dia em 1985 muito por iniciativa e mérito de Michael Scotti-Rosin. Surgiu como a irmã mais nova de Hispanorama,_ órgão de publicação da Associação Alemã de Professores de Espanhol. E nada fazia então prever que à revista estivesse destinado um tal sucesso ao longo de três décadas. Graças a Lusorama, foram organizados os dois primeiros grandes Congressos de Lusitanística, na Alemanha reunificada, nos anos de 1990 e 1992 em Berlim. E em março de 1993, foi publicada por Lusorama a proclamação da existência da Associação Alemã de Lusitanistas, entidade de utilidade pública, cuja fundação se verificou nas instalações da Editora e Livraria TFM em Frankfurt am Main, a 5 de Junho de 1993. [Veja-se Dietrich Briesemeister / Axel Schönberger: «Geschichte der Lusitanistik in Deutschland», em: Dietrich Briesemeister / Axel Schönberger (Hrsg.): Portugal heute: Politik — Wirtschaft — Kultur, Frankfurt am Main: Vervuert, 1997, págs. 857-888, sobretudo as págs. 869-874.] Enquanto em décadas anteriores as publicações na área da Lusitanística tinham de esperar muito tempo para sairem nas revistas de Românicas já estabelecidas, com Lusorama, as obras passaram a ser avaliadas e publicadas de forma mais célere. Outras séries de monografias, livros e atas surgidos na esteira de Congressos de Lusitanística vieram entretanto animar o mercado livreiro alemão com uma grande variedade lusitanística de publicações. Sobretudo o interesse pelo Brasil não para de crescer e já se nota que Angola irá despertar cada vez mais as atenções. Mesmo que as atuais estruturas universitárias (no seguimento da chamada Reforma de Bolonha e com a departamentalização do espírito que lhe é peculiar) não pareçam para já fomentar precisamente a instalação e ampliação da Lusitanística universitária, a natureza das coisas fará, todavia, com que, a longo prazo, a segunda maior língua românica após o Espanhol, ou seja, a língua portuguesa, se estabeleça, mais cedo ou mais tarde, como uma disciplina nuclear nos «curricula» da Romanística, na maior parte das Universidades. Já no nosso Prefácio à edição do volume 50 de Lusorama (Junho de 2002, páginas 5-8) chamáramos à atenção para o facto de haver Institutos ou Seminários de Românicas que pensam poder dispensar os estudos portugueses. No futuro, poderão ter de lamentar esta tomada de posição. De resto, é de prever que algumas línguas asiáticas venham, no decorrer do século XXI, a ocupar posições mais importantes, devendo o Inglês e as línguas românicas perder relativa importância a nível mundial; no entanto, é bem possível que o Espanhol, o Português e provavelmente também o Francês figurem ainda por largo tempo entre as grandes línguas mundiais. No ensino em liceus alemães, dentro de poucas décadas, será de esperar que pelo menos uma língua asiática entre no cânone das línguas estrangeiras liceais e apenas o Espanhol deva conseguir defender a sua firme posição. O Francês e o Português como línguas estrangeiras escolares não deverão certamente poder concorrer, a longo prazo, com o Inglês e o Chinês.

Passados 30 anos, gostaríamos de manifestar a nossa sincera gratidão às leitoras e aos leitores de Lusorama, aos membros anteriores e atuais do Conselho Científico da revista, assim como, muito em especial, ao Senhor Eng. Teo Ferrer de Mesquita que fomentou Lusorama como editor, desinteressadamente, entre 1988-1999. Também a Associação Alemã de Professores de Espanhol que, sob a presidência do entretanto já falecido Anton Bemmerlein, possibilitou a fundação da revista, é credora dos nossos agradecimentos pela sua decisiva ajuda inicial. Igualmente o Instituto Camões que durante muitos anos — e até ao ano de 2000 — pagou um número considerável de assinaturas expedidas no quadro da sua distribuição internacional, merece aqui por esse motivo a expressão da nossa profunda gratidão. É, no entanto, de referir que os custos dos volumes de Lusorama relativos às assinaturas de 2001-2003, assim como as despesas dos envios com portes de correio, ficaram até hoje lamentavelmente por pagar.

A revista vive da qualidade dos artigos enviados e pretende continuar a ser, no futuro, um fórum da Lusitanística alemã e internacional — com as suas seccções dedicadas ao estudo de Portugal, do Brasil, da Galiza, da Afrolusitanística e da Crioulística. Pretende continuar a fomentar os estudos de Lusitanística no espaço de língua alemã. Para tanto, é fundamental que o maior número possível de lusitanistas assine a revista, visto que o número de assinaturas das Bibliotecas não chega para garantir a sua continuidade de forma duradoura. Esperamos e desejamos que Lusorama possa continuar a desempenhar o seu papel.

Luciano Caetano da Rosa
Axel Schönberger
Michael Scotti-Rosin

Inhalt

Luciano Caetano da Rosa (Sassnitz / Beja) / Axel Schönberger (Bremen) / Michael Scotti-Rosin (Mainz):
30 Jahre und 100 Ausgaben von Lusorama: Rück- und Ausblick: 6-7
30 anos e 100 volumes da revista Lusorama: retrospectiva e perspectivas: 8-9

Aufsätze / Artigos

Beatrice Nickel (Stuttgart):
Ecocriticism in der lusophonen Literatur: 10-28

Donizeth Santos (Telêmaco Borba):
O projeto literário de Pepetela: 29-67

Orquídea Ribeiro (Vila Real) / Cristina Lito (Vila Real):
O nevoeiro das identidades em Venenos de Deus, Remédios do Diabo (2008) de Mia Couto: 68-84

Sandra Denise Gasparini Bastos (São José do Rio Preto):
O verbo dever na condição de verbo auxiliar: descrição dos valores modais no português brasileiro falado: 85-102

René Gottlieb Strehler (Brasília):
A marca ‘POP’ em dicionários de língua portuguesa: 103-119

Nastasia Herold (Leipzig):
Angolas Sprachgeschichtsmythos: 120-146

Buchbesprechungen / Recensões

Günter Holtus / Michael Metzeltin / Christian Schmitt (Hrsg.): Lexikon der Romanistischen Linguistik (LRL), Bd. 1/1: Geschichte des Faches Romanistik; Methodologie (Das Sprachsystem), Tübingen: Niemeyer, 2001, ISBN 3-484-50231-2, L + 1053 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 147-158

Günter Holtus / Michael Metzeltin / Christian Schmitt (Hrsg.): Lexikon der Romanistischen Linguistik (LRL), Bd. 1/2: Methodologie (Sprache in der Gesellschaft / Sprache und Klassifikation / Datensammlung und -verarbeitung), Tübingen: Niemeyer, 2001, ISBN 3-484-50239-8, XLV + 1194 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 159-189

Helmut Lüdtke: Der Ursprung der romanischen Sprachen: eine Geschichte der sprachlichen Kommunikation, Kiel: Jacqueline Thun Verlag («Westensee»), 2005, ISBN 3-931368-05-X, XXII + 904 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 190-198

Ana M. Carvalho (Hrsg.): Português em contato, Madrid: Iberoamericana; Frankfurt am Main: Vervuert, 2009, ISBN 978-84-8489-410-0; ISBN 978-3-86527-433-5, 390 S. (Lingüística luso-brasileira; Bd. 2) [Rolf Kemmler, Vila Real]: 198-204

Andrés Enrique-Arias (Hrsg.): Diacronía de las lenguas iberorrománicas: nuevas aportaciones desde la lingüística de corpus, Madrid: Iberoamericana; Frankfurt am Main: Vervuert, 2009, ISBN 978-84-8489-484-1; ISBN 978-3-86527-506-6, 416 S. [Rolf Kemmler, Vila Real]: 204-208

Carlos Assunção / Gonçalo Fernandes / Marlene Loureiro (Hrsg.): Ideias Linguísticas na Península Ibérica (séc. XIV a séc. XIX): projeção da Linguística Ibérica na América Latina e Ásia, 2 Bde., Münster: Nodus Publikationen, 2010, ISBN 978-3-89323-297-0, X + 893 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 208-216

Isabel Maria Galhano Rodrigues: O Corpo e a Fala: comunicação verbal e não-verbal na interacção face a face, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian; Fundação para a Ciência e a Tecnologia; Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, 2007, ISBN 978-972-31-1182-8, 827 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 216-218

Rosa Cunha-Henckel / Zinka Ziebell (Hrsg.): Português tropical: Literatur, Musik und Sprache Brasiliens, Berlim: Embaixada do Brasil, 2013, ohne ISBN, 248 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 219-220

A[ntónio] H[enrique] de Oliveira Marques: Geschichte Portugals und des portugiesischen Weltreichs, aus dem Portugiesischen von Michael von Killisch-Horn, Stuttgart: Kröner, 2001 (Kröners Taschenausgabe; Bd. 385), ISBN 3-520-38501-5, X + 713 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 220-226

Walter L. Bernecker / Klaus Herbers: Geschichte Portugals, Stuttgart: Kohlhammer, 2013, ISBN 978-3-17-020662-5, 354 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 227-235

Alexandre Martins: Der portugiesische Dichter und Liedermacher José Afonso (1929-1987), überarbeitete, aktualisierte und erweiterte Fassung, Hamburg: Verlag Dr. Kovać, 2013 (Studien zur portugiesischsprachigen Welt; Bd. 4), ISBN 978-3-8300-6747-4, ISSN 1867-3333, 428 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 235-238

Fernando Clara: Mundos de palavras: viagem, história, ciência, literatura: Portugal no Espaço de Língua Alemã (1770-1810), Frankfurt am Main; Berlin; Bern; Bruxelles; New York; Oxford; Wien: Lang, 2007 (Passagem: Estudos em Ciências Culturais; vol. 2), ISBN 978-3-631-56456-1, 360 S. [Dietrich Briesemeister, Bernkastel-Kues]: 238-242

Américo Monteiro (Hrsg.): Hermann Graf Keyserling: a escola da sabedoria Keyserling e Portugal: estudos de Ute Gahlings e Américo Monteiro, Coimbra: Centro Interuniversitário de Estudos Germanísticos da Universidade de Coimbra, 2003 (Cadernos do CIEG; 8), ISBN 972-95680-9-X, 223 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 242-245

Fernando López Alsina / Henrique Monteagudo / Ramón Villares / Ramón Yzquierdo Perrín (Hrsg.): O século de Xelmírez, Santiago de Compostela: Consello da Cultura Galega, 2013, ISBN 978-84-92923-53-3, 486 S. [Axel Schönberger, Bremen]: 245-253

Anschriften der Autoren / Endereços dos autores: 254

Hinweise zu Beiträgen für Lusorama
Normas técnicas para a redacção de artigos em Lusorama: 255-257


Anmerkungen

keine

Ersteller des Eintrags
Axel Schönberger
Erstellungsdatum
Donnerstag, 12. Januar 2017, 17:46 Uhr
Letzte Änderung
Donnerstag, 12. Januar 2017, 17:46 Uhr